segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Villegagnon - os corsários da alta gastronomia

Criei este grupo no facebook, Villegagnon - os corsários da alta gastronomia. É para quem acha que os preços dos  supermercados, no Rio, estão muito altos. É para quem quer comprar direto dos produtores produtos orgânicos a preços justos. O objetivo do grupo é juntar o máximo de famílias para, juntos, ainda barganharmos melhores preços.

Esta semana fui convidada pelos donos do Sitio do Moinho para conhecer o lugar e entender como é o processo de cultivo, manuseio, transporte e entrega até a sua casa.

Aqui uma pitada do lugar. Entre no grupo e conheça pessoas que fazem do mundo um lugar melhor.


Dick, dono do Sitio do Moinho: vivacidade,
alegria e apaixonado pelo que faz!

As sementes ficam na estufa por 30 dias
até serem relocados na terra.

Que beleza de repolho roxo.


Na plantação orgânica, não se usa herbicida por isso não
se vê apenas a alface. É importante a presença de outras plantas.
Em vez de veneno, usa-se a capinagem. As outras plantas
protegem o alimento e ajudam a equilibrar a terra.

quinta-feira, 29 de abril de 2010








sábado, 24 de abril de 2010

Livro que estamos organizando sobre o grande arquiteto Joseph Gire



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Que Marravilha! Novo programa do chef Claude Troisgros no GNT

Chef Claude Troisgros e Roberto Cabot fizeram um prato para mim a partir do meu desejo de grávida. Eu quis comer peixe com goiabada! O programa foi feito em três etapas: na feira, no restaurante do Claude e por fim, aqui em casa. Será exibido a partir de abril/2010.


















terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Museu Nacional de Belas Artes só em 2010

O programa era curtir uma viagem ao século XIX. Optamos por almoçar no restaurante Eça, depois visitar o Museu Nacional de Belas Artes, no centro do Rio, e por fim passar no sebo, no Flamengo, e comprar um livro. Nada melhor que isso para comemorar a chegada de 2010. Agora que passou a primeira década do século XXI, ficou fascinante explorar esta época que ficou ainda mais para trás.

Escolhemos o Eça porque é considerado um dos melhores restaurantes do centro e é em homenagem ao Eça de Queiroz. O escritor morreu em 1900 e escreveu diversos livros referenciais. Tem milhares de citações gastronômicas, amava e conhecia bem a cozinha portuguesa e francesa.

A Deise Navakosky é a sommelier da casa. No entanto, por conta própria, escolhemos o vinho mais simples da carta. O bom sommelier se reconhece pela qualidade do seu vinho mais simples e não pelo vinho mais caro. O Dal Pizol era seco, rosé, muito agradável e estava na temperatura certa.

Meu prato foi um filé mignon crocante recheado de cogumelos com foie gras grelhado e musseline de palmito pupunha, custou R$58. A musseline é como um purê e a idéia de ser com palmito foi uma experiência nova bastante agradável. Imaginei o que o Eça escreveria sobre isso!

Em primeiro plano, o filé mignon crocante.

Cabot pediu o Magret de pato Mulard com ruibarbo e hibiscus, de R$63, e como sempre teve que negociar a troca do acompanhamento que tinha leite. Ele é intolerante à lactose como 65% dos brasileiros. A maioria das pessoas não sabe que é e por consumir leite e derivados vive eternamente com problemas de azia. O garçom sugeriu trocar o daphine de batata baroa por palmito pupunha salteado. Acertou! O palmito foi refogado num tacho com fundo de carne e ervas.

Em primeiro plano, o magret pedido pelo Cabot.

O chef belga Frédéric de Maeyer é realmente muito bom. O prato do Cabot estava impecável e olha que a qualidade do magret vendido no Brasil melhorou mas não é lá essas coisas. Normalmente é pequeno demais e tem nervos e esse não estava diferente. Neste caso, o cozimento estava perfeito e este defeito foi logo completamente ignorado. Não pedimos a sobremesa e sim dois cafés com os quais vieram trufas de chocolate belga feitas na casa e biscoitos de amêndoas alucinantes. O outro ponto forte é que o lugar é dentro da loja da H Stern, pois o restaurante fica no subsolo da joalheira.

Seguimos a pé para o Museu Nacional de Belas Artes que estava com metade de sua coleção fechada, logo a parte do século XIX. Não tinha ar condicionado e estava muito quente. O senhor que estava na bilheteria não só foi grosso, como dava informação errada porque estava muito ocupado mandando mensagens no celular. E o catálogo do museu estava impossível de adquirir. A responsável pela venda não tinha ido trabalhar hoje. Enfim, foi desastroso.

Depois do programa, passamos no sebo e compramos um livro de coletânea de cartas do Edouard Manet. O pintor fez uma viagem ao Rio de Janeiro em 1848/9, aos 17 anos, onde descreveu suas impressões da cidade oitocentista. Uma fantástica viagem no tempo como a comida do almoço. Quanto ao Museu... ano que vem tentaremos de novo!


Eça

Av Rio Branco, 128

Museu Nacional de Belas Artes

Av Rio Branco, 199

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A melhor escapada carioca: Térèze




Uma vontade louca de viajar para a Serra me fez pedir aos amigos indicações de boas pousadas . Entre as respostas tive a Pousada das Araras - Araras, Pousada da Alcobaca – Petrópolis, Pousada Terracota -Secretário, Tancamana - Itaipava e Rosa dos Ventos - Teresópolis-Friburgo.

Mas a dica que mais me tentou foi a do amigo e chef francês Damien Montecer: “Vem ao Hotel Santa Tereza. É melhor que a serra e você ainda vai conseguir esquecer do Rio, prometo. É a melhor escapada carioca!”

Dito e feito. Dois dias depois subi o bairro de Santa Tereza para conhecer o Hotel e o restaurante que o chef pilota. Só a 10 minutos de casa, acabei conhecendo um dos lugares mais simpáticos do Rio. De extremo bom gosto e sofisticado, o Hotel Santa Tereza oferece muito conforto e uma vista única.

Entre as atrações está o Bar dos Descasados que é uma antiga senzala encontrada nas escavações durante a reforma do Hotel. O local ainda oferece Spa (inclusive com massagens só para grávidas) e tem uma piscina linda. O restaurante gourmet Teréze é um escândalo e foi onde almoçamos.

Tem uma adega charmosa no meio do salão. A carta de vinhos é vasta e os preços ótimos. De entrada comi vieiras em tempura com salada de broto de soja. Este prato não está no cardápio e estava como sugestão do dia. O sabor era incrível. A melhor vieira que comi no Rio. O crocante da tempura e o broto eram delicados no sabor e na textura. Meus amigos quiseram o Foie gras com frutas e Salada de queijo de cabra com agrião e sorvete.

De prato principal escolhi o Cassoulet que é a feijoada francesa. Todo país tem a sua, não é? E como era sábado, resolvi pedir... Só que a deles é com feijão branco, peito de pato, coxa de pato e foie gras. Também pedimos Lombo de cordeiro e Filét. A boa surpresa da tarde foi a opção Coelho. Não é em qualquer lugar que a gente acha coelho pelo Rio.

Em geral, nós não estão acostumados a comer coelho. Isso me lembra da minha aula do coelho no Cordon Bleu, em Paris, quando todos os alunos brasileiros, venezuelanos e chilenos mataram esta aula prática depois de chorarem muito na teórica. Tenho certeza que eles entenderiam tudo depois de provar o coelho do Térèze! Que delícia!

Encerramos a tarde com um mix de várias sobremesas. Veja abaixo os pratos e me diga: para que sair do Rio?

Cassoulet impecável....

Filet com 6 pimentas com mix grill de legumes ...

Coelho com mustarda e rigatoni recheado...

Lombo de cordeiro marinado e grelhado no misso.

Mix de sobremesa...

R. Alm. Alexandrino, 660
Rio de Janeiro - RJ, 22451-300
(0xx)21 2222-2755