quinta-feira, 29 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Que Marravilha! Novo programa do chef Claude Troisgros no GNT
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Museu Nacional de Belas Artes só em 2010
O programa era curtir uma viagem ao século XIX. Optamos por almoçar no restaurante Eça, depois visitar o Museu Nacional de Belas Artes, no centro do Rio, e por fim passar no sebo, no Flamengo, e comprar um livro. Nada melhor que isso para comemorar a chegada de 2010. Agora que passou a primeira década do século XXI, ficou fascinante explorar esta época que ficou ainda mais para trás.
Escolhemos o Eça porque é considerado um dos melhores restaurantes do centro e é em homenagem ao Eça de Queiroz. O escritor morreu em 1900 e escreveu diversos livros referenciais. Tem milhares de citações gastronômicas, amava e conhecia bem a cozinha portuguesa e francesa.
A Deise Navakosky é a sommelier da casa. No entanto, por conta própria, escolhemos o vinho mais simples da carta. O bom sommelier se reconhece pela qualidade do seu vinho mais simples e não pelo vinho mais caro. O Dal Pizol era seco, rosé, muito agradável e estava na temperatura certa.
Meu prato foi um filé mignon crocante recheado de cogumelos com foie gras grelhado e musseline de palmito pupunha, custou R$58. A musseline é como um purê e a idéia de ser com palmito foi uma experiência nova bastante agradável. Imaginei o que o Eça escreveria sobre isso!
Em primeiro plano, o filé mignon crocante.
Cabot pediu o Magret de pato Mulard com ruibarbo e hibiscus, de R$63, e como sempre teve que negociar a troca do acompanhamento que tinha leite. Ele é intolerante à lactose como 65% dos brasileiros. A maioria das pessoas não sabe que é e por consumir leite e derivados vive eternamente com problemas de azia. O garçom sugeriu trocar o daphine de batata baroa por palmito pupunha salteado. Acertou! O palmito foi refogado num tacho com fundo de carne e ervas.
Em primeiro plano, o magret pedido pelo Cabot.
O chef belga Frédéric de Maeyer é realmente muito bom. O prato do Cabot estava impecável e olha que a qualidade do magret vendido no Brasil melhorou mas não é lá essas coisas. Normalmente é pequeno demais e tem nervos e esse não estava diferente. Neste caso, o cozimento estava perfeito e este defeito foi logo completamente ignorado. Não pedimos a sobremesa e sim dois cafés com os quais vieram trufas de chocolate belga feitas na casa e biscoitos de amêndoas alucinantes. O outro ponto forte é que o lugar é dentro da loja da H Stern, pois o restaurante fica no subsolo da joalheira.
Seguimos a pé para o Museu Nacional de Belas Artes que estava com metade de sua coleção fechada, logo a parte do século XIX. Não tinha ar condicionado e estava muito quente. O senhor que estava na bilheteria não só foi grosso, como dava informação errada porque estava muito ocupado mandando mensagens no celular. E o catálogo do museu estava impossível de adquirir. A responsável pela venda não tinha ido trabalhar hoje. Enfim, foi desastroso.
Depois do programa, passamos no sebo e compramos um livro de coletânea de cartas do Edouard Manet. O pintor fez uma viagem ao Rio de Janeiro em 1848/9, aos 17 anos, onde descreveu suas impressões da cidade oitocentista. Uma fantástica viagem no tempo como a comida do almoço. Quanto ao Museu... ano que vem tentaremos de novo!
Eça
Av Rio Branco, 128
Museu Nacional de Belas Artes
Av Rio Branco, 199
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A melhor escapada carioca: Térèze
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Uma vontade louca de viajar para a Serra me fez pedir aos amigos indicações de boas pousadas . Entre as respostas tive a Pousada das Araras - Araras, Pousada da Alcobaca – Petrópolis, Pousada Terracota -Secretário, Tancamana - Itaipava e Rosa dos Ventos - Teresópolis-Friburgo.
Mas a dica que mais me tentou foi a do amigo e chef francês Damien Montecer: “Vem ao Hotel Santa Tereza. É melhor que a serra e você ainda vai conseguir esquecer do Rio, prometo. É a melhor escapada carioca!”
Dito e feito. Dois dias depois subi o bairro de Santa Tereza para conhecer o Hotel e o restaurante que o chef pilota. Só a 10 minutos de casa, acabei conhecendo um dos lugares mais simpáticos do Rio. De extremo bom gosto e sofisticado, o Hotel Santa Tereza oferece muito conforto e uma vista única.
Entre as atrações está o Bar dos Descasados que é uma antiga senzala encontrada nas escavações durante a reforma do Hotel. O local ainda oferece Spa (inclusive com massagens só para grávidas) e tem uma piscina linda. O restaurante gourmet Teréze é um escândalo e foi onde almoçamos.
Tem uma adega charmosa no meio do salão. A carta de vinhos é vasta e os preços ótimos. De entrada comi vieiras em tempura com salada de broto de soja. Este prato não está no cardápio e estava como sugestão do dia. O sabor era incrível. A melhor vieira que comi no Rio. O crocante da tempura e o broto eram delicados no sabor e na textura. Meus amigos quiseram o Foie gras com frutas e Salada de queijo de cabra com agrião e sorvete.
De prato principal escolhi o Cassoulet que é a feijoada francesa. Todo país tem a sua, não é? E como era sábado, resolvi pedir... Só que a deles é com feijão branco, peito de pato, coxa de pato e foie gras. Também pedimos Lombo de cordeiro e Filét. A boa surpresa da tarde foi a opção Coelho. Não é em qualquer lugar que a gente acha coelho pelo Rio.
Em geral, nós não estão acostumados a comer coelho. Isso me lembra da minha aula do coelho no Cordon Bleu, em Paris, quando todos os alunos brasileiros, venezuelanos e chilenos mataram esta aula prática depois de chorarem muito na teórica. Tenho certeza que eles entenderiam tudo depois de provar o coelho do Térèze! Que delícia!
Encerramos a tarde com um mix de várias sobremesas. Veja abaixo os pratos e me diga: para que sair do Rio?
Cassoulet impecável....
Filet com 6 pimentas com mix grill de legumes ...
Coelho com mustarda e rigatoni recheado...
Lombo de cordeiro marinado e grelhado no misso..jpg)
Mix de sobremesa...
R. Alm. Alexandrino, 660
Rio de Janeiro - RJ, 22451-300
(0xx)21 2222-2755
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Faisão Dourado: pena mesmo é não conhecer este restaurante
Estava preocupada em pegar a estrada Rio-BH. As famosas crateras sempre foram assunto recorrente entre os aventureiros que se arriscavam na perigosa travessia. Mas confesso que fiquei impressionada. A estrada estava quase perfeita e fizemos uma viagem tranquila. Creio que a operação Tapa Buracos serviu para alguma coisa. Nosso destino era Inhotim. No caminho paramos em Congonhas para ver a maior obra de Aleijadinho, nos hospedamos em BH e na volta passamos em Juiz de Fora.
Basílica de Aleijadinho. Tem mais 12 capelinhas. Obra prima.
A Última Ceia de Aleijadinho, um pouco bagunçado pois o santuário está sendo restaurado...
Belo Horizonte foi projetada como Brasília e idealizado pelo mesmo JK. Por isso paramos em Juiz de Fora, ex-capital mineira, para conhecer o lugar e almoçar. A cidade já teve uma época áurea e hoje está um pouco decadente com um certo ar saudoso, síndrome igual a do Rio de Janeiro.
Reparamos que Juiz de Fora tem uma arquitetura incrível que vai do início do século XX até os anos 50 com o modernismo. Outra pérola do local é a Universidade, considerada referência nacional até os dias de hoje. Já com bastante fome, acabamos parando em um restaurante fantástico, tanto no nome quanto na experiência, que existe (ou resiste) lá desde os anos 40: Faisão Dourado!
Fachada do restaurante Faisão Dourado em Juiz de Fora.
O que chama muito atenção no local é a decoração reduzida, elegante, com um letreiro iluminado ao fundo do salão, digno de obra de arte, meio Cult até. As paredes registram todos os famosos que por ali já passaram. Tom Jobim, Lulu Santos, Kid Abelha, Vinicius, Alceu Valença, Miguel Paiva, etc e etc. Vê-se que o local foi reformado, instalaram grandes ar-condicionados e pintaram as paredes. Mas só pintaram em volta dos autógrafos, deixando o local meio patinado e respeitando assinaturas de até várias décadas atrás que ficaram intactas.
Letreiro Maravilhoso!
Convidados ilustres...
Parece que o lugar parou no tempo. Os garçons simpáticos nos serviram à moda antiga. Fomos dar uma espiada na cozinha e o chef todo orgulhoso fez questão de aparecer e posar em uma foto. Exibia orgulhoso as praças. Espetáculo! Comemos um caldo verde de entrada. Delicioso. Depois pedimos uma bisteca de porco grelhada com couve, barata frita, caldinho de feijão e salada. As porções são enormes, por isso vale a pena dividir. Não tivemos espaço para sobremesa.
Chef com todo orgulho de sê-lo!
Na saída, o garçon que nos serviu ainda nos passou um tour imperdível. Que era conhecer o Cristo da cidade. Ele apontava lá para o alto de uma montanha: “Ali! Olha bem!” E lá no alto, realmente tinha um Cristo, cercado por antenas maiores que o próprio! Enfim, a visita foi divertidíssima e para quem passar por ali, não deixe de conhecer o Faisão Dourado!!! “Maravilha, quero voltar” como escreveu Tom Jobim na parede.
Detalhe da parede...
Endereço:
Rua Halfeld, 316
Centro
Funcionamento:
Atendimento todos os dias, almoço e jantar.
Cartões:
Visa e Mastercard.
Entregas:
(32)3215-9058



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